77 páginas de desejo e vingança para ler escondida.
Você vai começar só por curiosidade. Vai terminar escondendo da própria consciência.
O relógio marcava 22h quando Helena terminou de alinhar os quadros da sala de reuniões. O prédio vazio, a roupa cheirando a desinfetante. O mundo ignorando — menos ele.
Arthur Ferraz, terno escuro, sorriso de quem nunca ouve não, estendeu flores e promessa proibida:
“Quando eu sair daquela casa, vai ser pra te buscar. Pra te assumir.”
Beijos escondidos em coberturas. Jantares à luz de velas, pedidos sussurrados, juras impossíveis.
Por meses, ela viveu entre lençóis amarrotados e desculpas de corredor. Era segredo — mas era fogo.
Até o dia em que duas linhas no teste mudaram tudo.
— Eu estou grávida.
O que veio depois não foi abraço. Nem sorriso. Foi a verdade que corta:
“Você sabia o lugar que ocupava. Não venha bancar a inocente agora.”
Ali, Helena perdeu o amor. Mas encontrou o próprio nome.
Porque o fim não é silêncio — é renascimento.
Cheiro de sala de reunião. Silêncio antes do grito. Olhares que queimam mais do que tocam.
Esse livro não é passatempo — é confissão proibida. Você vai querer reler cada linha só pra sentir de novo.